sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Panorama do crescimento do estado do Mato Grosso do Sul









Panorama do crescimento do estado do Mato Grosso do Sul



Durante a segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais. Iniciou-se a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado, as fazendas de café e outras lavouras brasileiras modernizaram-se, as cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram.
O estado do Mato Grosso do Sul recebeu, ao longo de sua história, uma grande variedade de povoamentos por parte de migrações de outras regiões do país, bem como a imigração estrangeira como a de paraguaios, bolivianos, japoneses, árabes, libaneses, sírios, portugueses, espanhóis, italianos, entre outros.
No início do século XX, as grandes extensões de terras a baixo custo existentes na região central do Brasil atraiu muita gente de outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e, sobretudo, do Sul do país, principalmente do Rio Grande do Sul, interessados em investir na pecuária e na agricultura.
A pecuária foi uma das atividades mais antigas em Mato Grosso que difundiu-se a partir de Cuiabá para outras regiões como o Pantanal – próximo a cidades como Poconé, Cáceres e Barão de Melgaço – além de outras como Corumbá, Aquidauana e Miranda, que hoje fazem parte do Mato Grosso do Sul.
Na atualidade, esta atividade utiliza novas técnicas para a reprodução do gado, a utilização do transporte feito por caminhão no lugar das comitivas de peões, além do processo de engorda dos animais que está mais rápido e a venda da carne para os frigoríficos.
Já na agricultura, desde a década de 1940 foram criadas várias colônias agrícolas de pequenos proprietários como: Mutum (1942), hoje Dom Aquino; Colônia Agrícola de Dourados (1948), hoje Dourados, em Mato Grosso do Sul; Colônia Rio Branco (1953), atuais Rio Branco e Salto do Céu; Reserva Nacional (década de 1960), hoje Santo Afonso.
A vinda dos moradores para a região se deu através de intensas campanhas das companhias de colonização que prometiam terras férteis a preços baixos. Deste modo, foram atraídos para a região goianos, mineiros, paulistas e nordestinos que se dirigiram, por exemplo, para a região de Rondonópolis onde se dedicaram à extração de diamantes, agricultura e pecuária.
Várias cidades foram surgindo neste processo como: Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cipa (Companhia Industrial, Pastoril e Agrícola), Itiquira, Poxoréo e Pedra Preta.
A imigração paraguaia foi a mais expressiva na região do Mato Grosso do Sul, inicialmente na segunda metade do século XIX, após a Guerra do Paraguai, que deixou o país arrasado e muitos trabalhadores vieram para o cultivo da erva-mate. Posteriormente, ao longo de todo o século XX, os paraguaios formaram o maior grupo de imigrantes do Mato Grosso do Sul.
Deste modo, também, o Mato Grosso do Sul é, depois de São Paulo, o segundo estado do Brasil que recebeu o maior número de japoneses. A princípio, os japoneses vieram para trabalhar na construção da ferrovia, mas em seguida passaram a se dedicar à produção de horticultura e granja em chácaras próximas às cidades de Campo Grande, Três Lagoas e Dourados.
As oportunidades de trabalho cada vez mais crescentes na região trouxeram os espanhóis e os árabes, muitos dos quais se dedicaram ao comércio em geral. Normalmente, esta imigração começava pela cidade de Corumbá e depois se expandia para Campo Grande e outras cidades sul-mato-grossenses.

Migrações para o Mato Grosso do Sul


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terça-feira, 3 de novembro de 2015

A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul






A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul



A pecuária contribuiu muito para o processo de colonização do Mato Grosso e esta atividade inicialmente se desenvolveu como uma atividade complementar à mineração que se instalou na região. As primeiras fazendas surgiram na Chapada dos Guimarães, mas posteriormente as fazendas de criação de gado se estenderam para outras regiões da Capitania do Mato Grosso como o Pantanal, São Pedro d’El Rey (Poconé) e Vila Maria de Cáceres (Cáceres).
O trabalho nas fazendas de gado era realizado por trabalhadores livres, os camaradas ou agregados, que recebiam salários e os escravos se destinavam às tarefas domésticas e às roças de subsistência. No século XIX a pecuária se expandiu, pois com a abertura da navegação na Bacia Platina teve início o comércio do charque, do couro e do sebo para outras regiões do país e da região platina.
No século XX, com a abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que ligava o sul do Mato Grosso à cidade de Bauru, no estado de São Paulo, o gado passou a ser transportado para engorda em São Paulo.

A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul


 A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul
A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul




A Companhia Matte Laranjeira e a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil


No século XIX, o governo brasileiro promoveu um incentivo para a exploração da erva-mate em território brasileiro. Thomaz Laranjeira, um comerciante português, conseguiu autorização do governo imperial de D. Pedro II e criou a Companhia Erva-Matte Laranjeira. A Companhia Matte Laranjeira, fundada em 25 de julho de 1883 na parte sul do Mato Grosso, trouxe muitos trabalhadores do Rio Grande do Sul para trabalhar no preparo da erva-mate. A sede da Companhia na Fazenda Campanário, Dourados, ocupava uma extensa área de 19 688 km2 e englobava as localidades de Angélica, Caarapó, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul, Glória dos Dourados, Itaporã, Ivinhema, Jateí, Juti, Novo Horizonte e Vicentina. Em 1918 foi fundada a Fazenda Campanário, sede da Companhia, na região de Amambaí, cujo nome era uma homenagem aos proprietários que vieram de uma cidade chamada Campanário, localizada na ilha dos Açores de Portugal. Neste período, Campo Grande passou a ocupar o lugar de Corumbá como centro econômico da região sul do Mato Grosso. A cidade de Amambaí passou por grande desenvolvimento após a criação da Cia. Erva-Matte Laranjeira, que trouxe crescimento e população para o novo município que se formava. A maioria das pessoas que firmaram moradia na região eram trabalhadores da Cia. vindos do Paraguai. Quando a mineração começou a diminuir, no final do século XVIII, os negócios também mudaram. Ao redor de Porto Murtinho, era explorada a erva-mate. Muitos trabalhadores da coleta do mate eram gaúchos e paraguaios. Essas companhias forneciam os equipamentos de trabalho e vendiam alimentos aos trabalhadores, que só podiam comprar nos seus barracões. Ao final do mês, o salário que os trabalhadores recebiam nem sempre dava para pagar as despesas que faziam nos barracões. Na primeira metade do século XX ocorreram diversos projetos de colonização da região, como o da Companhia SP-MT, que ao adquirirem terras às margens do rio Paraná deram origem aos municípios de Bataiporã, Bataguaçu e Anaurilândia. 


Trabalhadores em ervais da Cia. Matte Laranjeira, no antigo sul de Mato Grosso, início do século XX.


 Trabalhadores em ervais da Cia. Matte Laranjeira, no antigo sul de Mato Grosso, início do século XX.
Trabalhadores em ervais da Cia. Matte Laranjeira, no antigo sul de Mato Grosso, início do século XX.


Apesar do sucesso da produção do mate, o lucro ficava com os grandes produtores que controlavam o plantio e o comércio. Os empregados utilizados na produção desenvolviam seu trabalho em difíceis condições dentro da mata, sujeitos a várias doenças como a malária e ao ataque de insetos e animais como as onças, ganhavam pouco e viviam com dívidas contraídas no próprio campo de erva. Muitas vezes eram castigados pelos capatazes das Companhias como antes se castigavam os escravos. A extração do mate era feita no sul do Mato Grosso e depois levado para a Argentina onde era beneficiado, ou seja, as folhas e os galhos eram reduzidos a pó e depois distribuídos pela Companhia para o consumo. Contudo, na década de 1930, o governo federal passou a estimular a industrialização da erva-mate nos estados de Santa Catarina e Paraná, criando inclusive, em 1938, o Instituto Nacional do Mate, o que aliado a outros fatores como a concorrência da produção do mate nas províncias argentinas de Missiones e Corrientes, levou a Companhia Matte Laranjeira à decadência e posterior falência. Da mesma forma que a extração do mate, a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), em 1905, trouxe alguns avanços para a economia da região como o transporte do gado para Bauru, feito através de trens, além de possibilitar uma melhoria nas relações comerciais com São Paulo. Surgiram vários municípios como Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Sidrolândia, assim como houve um maior desenvolvimento de alguns municípios como Campo Grande, Aquidauana, Miranda, Ponta Porã, Maracaju e Dourados. A construção da linha do trem no sul de Mato Grosso transformou a paisagem e ampliou a comunicação com outras regiões, uma vez que as viagens passaram a ser realizadas com mais conforto e em menos tempo. Houve um grande crescimento de Campo Grande com a vinda de migrantes de outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná. 


Ponte Ferroviária Francisco de Sá em Três Lagoas-MS


 Ponte Ferroviária Francisco de Sá em Três Lagoas-MS
Ponte Ferroviária Francisco de Sá em Três Lagoas-MS




Chimarrão - Uso da Erva-mate como chá


 Chimarrão  - Uso da Erva-mate como chá
Chimarrão - Uso da Erva-mate como chá



As ferrovias no Brasil


As ferrovias marcaram uma grande mudança aos costumes da população brasileira, assim como também mudou a organização dos povoados e das cidades. Antes da construção das ferrovias, normalmente as cidades se aglomeravam e se direcionavam perto dos rios, pois eram através deles que se faziam as comunicações. Além disso, o transporte marítimo era um importante meio até então para o transporte de grandes quantidades de mercadorias para longas distâncias.
















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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul







As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul



Com o processo de escravidão, foi interrompido o curso da história destes grupos em seu continente, comprometendo violentamente os seus costumes com relação à alimentação, ao modo de se vestir, à sua vida familiar e em grupo e à sua religião.
No Brasil, os escravos eram obrigados a comer o que lhes era dado e a vestir o que lhes era imposto, como panos grossos de algodão. Apesar de tudo isso, ainda conseguiram resistir e manter muitas das suas tradições.
Os escravos africanos e seus descendentes resistiram constantemente à escravidão e lutaram de várias formas contra a violência que lhes era imposta, como fazer o trabalho mais devagar, quebrar ferramentas, incendiar plantações, agredir seus senhores e feitores ou fugir.
De todas as formas de resistência, a fuga, realizada individualmente ou em grupos, constituiu-se a mais comum, possibilitando ao escravo buscar a sua liberdade.
Mesmo sendo caçados, recapturados e castigados, milhares de escravos conseguiram escapar da escravidão e fundar mocambos (esconderijos) e quilombos (povoações), como, por exemplo, o quilombo do Piolho, que era conhecido também como quilombo do Quariterê, no Mato Grosso.
A repressão aos quilombos era intensa, sendo coordenada pelos senhores de escravos e governadores, com a ajuda de comerciantes e outros brancos das vilas e arraiais e executada por homens armados.
O quilombo do Piolho, por exemplo, situava-se na região de Guaporé, localizado perto do rio Galera, um afluente do rio Guaporé. Formado por volta de 1740, habitado por mais de 100 pessoas, era constantemente ameaçado de invasão até que, em 1778, os proprietários de terras em Vila Bela se organizaram e conseguiram destruir o quilombo, aprisionando os sobreviventes da batalha. O nome do quilombo foi dado por causa do Rio Piolho que banhava a região.
Entre os séculos XVIII e XIX, escravos fugitivos espalharam-se pelo território mato-grossense, em áreas próximas de algumas vilas como: Vila Maria (hoje Cáceres), Vila Bela, Poconé, Diamantino e Chapada dos Guimarães ou próximas de rios como: Piraputanga, Roncador, Jangada e Serra Dourada.
Nestes quilombos eram produzidos gêneros alimentícios (milho, feijão, mandioca, cará, banana e ananás), como também criavam pequenos animais e aves. No Quariterê cultivavam também fumo e algodão e fabricavam ferramentas e armas.

Ruínas da igreja matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), construída em 1771.


 Ruínas da igreja matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), construída em 1771.
Ruínas da igreja matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), construída em 1771.


Hoje as regiões onde ainda residem os descendentes de escravos são denominadas comunidades quilombolas. No Brasil, já foram identificadas muitas comunidades que têm origem histórica nos quilombos, sendo que no estado do Mato Grosso do Sul existem muitas destas comunidades, como por exemplo, a comunidade de Furnas do Dionísio e Furnas da Boa Sorte.

Comunidades rurais quilombolas no Mato Grosso do Sul


 Comunidades rurais quilombolas no Mato Grosso do Sul
Comunidades rurais quilombolas no Mato Grosso do Sul


Para serem reconhecidas como comunidades quilombolas, não é preciso que as comunidades tenham sido formadas apenas por escravos fugidos. Mas precisam ter algumas características como uma população negra vivendo em área rural e cultivando para sua sobrevivência, além de costumes e tradições referentes às comunidades que ocupavam o quilombo de origem.
Ainda hoje, muitos descendentes dos escravos lutam na justiça para ter a propriedade coletiva das terras em que vivem. A Constituição de 1988 reconheceu aos remanescentes das comunidades de quilombos que estejam ocupando suas terras o direito à propriedade definitiva, devendo o Estado emitir o título respectivo de posse.
Como seus antepassados, a vida dos quilombolas de hoje em dia também é de muita luta. Além da questão territorial, os moradores das comunidades negras batalham para manter seu modo de vida tradicional. Os quilombolas realizam atividades agrícolas e extrativas, a pesca e a criação de animais que são as atividades de subsistência. O cultivo de maior produção é de feijão e milho. As plantas medicinais são cultivadas nos quintais e nas roças. Além disso, há ali um trabalho coletivo com a prática de mutirões, na troca de dias de serviços, nos momentos culturais entre eles, os bailes e as festas religiosas envolvendo não só a comunidade, mas outras vizinhas.
Na atualidade, as chamadas políticas afirmativas são formas que a sociedade brasileira busca encontrar para resgatar uma dívida com os descendentes dos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos.
Afinal, foram inúmeras as violências cometidas no Brasil contra os africanos, desde o início da colonização. Além do fato de terem sido tirados de seus locais de origem, foram transportados em péssimas condições a um outro continente e vendidos como mercadorias.
Nesse processo, não houve respeito aos laços familiares, aos seus costumes e ao sentimento de pertencer a um grupo que une os indivíduos por tradições, sua história, sua língua e outros aspectos.
O dia 20 de novembro foi proclamado como o Dia da Consciência Negra. A transformação desta data em Dia da Consciência Negra é um marco na luta pela igualdade racial brasileira. Essa data foi escolhida porque Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão foi assassinado em 20 de novembro de 1695. Em 1995, trezentos anos depois de sua morte, Zumbi foi reconhecido como herói nacional.
Esta data tornou-se muito mais que uma data comemorativa, é um dia de memória e reflexão sobre a atual situação da população afrodescendente brasileira.

A comunidade de Furnas foi fundada em 1890 pelo ex-escravo Dionísio Vieira


A comunidade de Furnas foi fundada em 1890 pelo ex-escravo Dionísio Vieira
A comunidade de Furnas foi fundada em 1890 pelo ex-escravo Dionísio Vieira juntamente com vários outros ex-escravos, que ficaram sabendo das terras disponíveis na região do atual estado do Mato Grosso do Sul. A comunidade era composta exclusivamente por ex-escravos que se dedicavam ao cultivo da lavoura e criavam pequenos animais domésticos. Os moradores de Furnas buscam preservar a tradição de seu povo, através da história e do festejo tradicional de suas raízes.




Glossário


Remanescentes: que restaram.
Políticas afirmativas: medidas adotadas pelo Estado que visam eliminar desigualdades e compensar perdas provocadas por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.














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domingo, 1 de novembro de 2015

A colonização do sul do Mato Grosso






A colonização do sul do Mato Grosso



Desde o século XVIII, havia uma forte preocupação por parte de Portugal em criar vilas e povoamentos em Mato Grosso como forma de garantir a posse da região e, principalmente, evitar invasões de exploradores espanhóis.
A Vila Bela da Santíssima Trindade de Mato Grosso foi transformada em capital da província, além do que já havia sido fundada a Vila Real do Senhor Bom Jesus, que mais tarde foi elevada à categoria de cidade e que, posteriormente, ficou conhecida como Cuiabá, a capital de Mato Grosso.
Neste período, boa parte das cidades eram fundadas próximas dos rios em função da descoberta de metais preciosos.
O povoamento de Mato Grosso aconteceu também em função das minas de metais e pedras preciosas. A maioria da população existente na região era formada por indígenas, então, a solução encontrada foi trazer escravos de origem africana para trabalhar na mineração.

Vista panorâmica de Cuiabá (MS)


Vista panorâmica de Cuiabá (MS)
Vista panorâmica de Cuiabá (MS)




A mineração no Mato Grosso e a escravidão


Assim como a América, a África antes do século XV era habitada por povos de diferentes culturas, com suas próprias experiências históricas e estava dividida em vários reinos ou Estados.
A história deste continente, antes da chegada dos europeus para escravizar seus habitantes e retirar suas riquezas, é repleta de acontecimentos fascinantes, normalmente ignorada pela maioria dos relatos históricos.
Eram inúmeros reinos e impérios que ali se desenvolveram e atingiram grande poder e riqueza. A partir do século X, estudiosos árabes começaram a escrever sobre a grande riqueza dos reinos africanos, o que despertou o interesse dos europeus por este continente.
No continente africano já existia a escravidão, contudo esta se diferenciava da escravidão que os negros iriam enfrentar no seu contato com os europeus.
A distribuição desigual de poder em algumas sociedades africanas gerava disputas e guerras como em outras sociedades na Europa, Ásia e América.
Pouco se sabe como se apresentava a escravidão na África antes do século XVI, nas várias estruturas sociais ali existentes. A instituição da escravidão permaneceu em algumas regiões até o século XX, como por exemplo, em Serra Leoa, em que foi abolida apenas em 1928, e na Etiópia, em 1942.

A mineração no Mato Grosso e a escravidão


 A mineração no Mato Grosso e a escravidão
A mineração no Mato Grosso e a escravidão


As relações de poder foram profundamente alteradas quando estes africanos entraram em contato com os europeus, principalmente as relações comerciais, que antes eram estabelecidas apenas entre eles.
Com a chegada dos comerciantes europeus ao litoral, muitos reinos africanos se tornaram mais ricos e poderosos, compraram armas de fogo dos europeus e guerreavam uns contra os outros para tentar ampliar seus impérios.
Em 1441, a primeira expedição portuguesa, comandada por Antão Gonçalves e Nuno Tristão, apesar de não ser este o seu principal objetivo, inaugurou um novo tipo de comércio, o de homens e mulheres negros, que passaram a ser vendidos por alto preço em Lisboa, capital portuguesa.
Devido ao volume de escravos obtidos já neste período, foi criada a Casa dos Escravos para administrar este lucrativo negócio, que em poucos anos comercializou milhares de escravos africanos.
Entre os africanos trazidos para o Brasil predominavam os bantos e os sudaneses. Os bantos vinham das regiões de Angola, Moçambique e Congo. Os sudaneses eram originários da Costa do Marfim, Nigéria e Daomé (atualmente República do Benin).
Os escravos trabalhavam desde o nascer do dia até o escurecer, quase sem descanso, pois mesmo aos domingos, cultivavam pequenas roças para seu próprio sustento. Devido à péssima alimentação, ao excesso de trabalho e aos maus-tratos o escravo tinha um tempo de vida bastante reduzido. Seu trabalho era constantemente vigiado e sofriam uma série de castigos, mesmo por faltas leves.
Para a mineração vieram mais africanos para serem escravos. A vida de um escravo na mineração também era curta, pois trabalhava em péssimas condições, e no caso da lavra do ouro nos rios, ficava com os pés na água ao manipular a bateia, instrumento que parecia uma peneira, para procurar ouro que estava no meio das pedras.

Fotografia de um menino escravo


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sábado, 31 de outubro de 2015

A herança dos bandeirantes








A herança dos bandeirantes



Um bandeirante ou tropeiro se iniciava na profissão por volta dos 10 anos, acompanhando os adultos. O vestuário do sertanista, chapéu grande de feltro, camisa de pano forte como lona, manta que era jogada sobre os ombros com uma abertura no centro (ao estilo dos gaúchos) e botas de couro que chegavam até metade da perna para proteção contra animais peçonhentos, era fundamental para a sobrevivência nas matas e campos.
Dos tropeiros e bandeirantes herdamos muitos costumes alimentares, como toucinho, feijão-preto, farinha, pimenta-do-reino, café e fubá. Nos pousos, apreciava-se o feijão-preto com pouco molho e com muitos pedaços de carne de sol e toucinho. Esse prato ficou conhecido pelo nome de “feijão tropeiro” que, como antigamente, é servido com farofa e couve picada. A cachaça fazia parte do cotidiano desses homens, especialmente nos dias de muito frio ou para evitar a picada de insetos.
Alguns de seus principais utensílios era uma grande sacola ou baú – em que guardava suas roupas e outros instrumentos de valor; tinha uma sela cheia de instrumentos que se suspendia em pesados estribos. Costumava-se chamar de “malotagem” os apetrechos e arreios necessários de cada animal e de “broaca” os bolsões de couro que iam sobre a “cangalha” para guardar mais mercadoria.
Algumas profissões que conhecemos atualmente são oriundas do desenvolvimento das viagens sertanistas no estado, tais como a de “rancheiro” (dono de rancho) e a de “ferrador”, responsável por pregar as ferraduras nos animais das tropas e que, às vezes, também atuava como veterinário. “Peão” era todo amansador de equinos e muares à moda do sertão.

CALIXTO, Benedito. Rancho Grande (dos Tropeiros).


 CALIXTO, Benedito. Rancho Grande (dos Tropeiros).
CALIXTO, Benedito. Rancho Grande (dos Tropeiros). s.d. Óleo sobre tela, 40 cm x 60 cm. Acervo Pinacoteca Benedito Calixto, Santos (BR).


Podemos notar, portanto, a importância do movimento sertanista para o povoamento do interior do Sul, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Com o tempo, esses homens abandonaram a atividade de caça e venda de escravos indígenas e passaram a se dedicar ao comércio e transporte de gado. 

Expressões que são uma herança que nos foi deixada pelos tropeiros:

  • “Negar o estribo”
  • “Cavalo dado não se olha os dentes!”
  • “Tirar o cavalo da chuva”
  • “Andar no cabresto”
  • “Estar de pito aceso”
  • “Amarrar o burro”
  • “Cor de burro quando foge”
  • “Procurar chifre em cabeça de cavalo”
  • “Fazer uma vaquinha”

Tropeiros

 Tropeiros
Tropeiros















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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A expansão e as bandeiras







A expansão e as bandeiras



A história das bandeiras, realizadas nas três primeiras décadas do século XVII, apresenta dois lados bastante conflitantes. Os documentos a respeito revelam horrores de toda a natureza praticados principalmente contra os indígenas brasileiros com a morte ou escravização de aproximadamente 500 mil indígenas, destruições e devastação de cidades.
Por outro lado, esta mesma história vem coberta de lendas e interpretações que nos mostram estes homens como heróis, chamados de “raça de gigantes”, corajosos, desbravadores, que se tornaram os principais responsáveis pela expansão territorial do Brasil.
A origem da denominação bandeiras para as expedições organizadas por iniciativa de particulares, ou seja, sem o financiamento do governo português, nasceu do costume tupiniquim de levantar uma bandeira em sinal de guerra.
Neste período, a colonização do Sul seguiu rumos diferentes daqueles usados no Norte do país. As notícias da existência de imensas riquezas minerais no interior do continente, como as encontradas no México e no Peru, despertavam a cobiça e o interesse pelas regiões do interior. A Argentina era conhecida como “terra da prata” e o litoral sul do Brasil como “costa do ouro e prata”.
Inicialmente alguns grupos começaram a se deslocar da capitania de São Vicente em busca de indígenas para os trabalhos na lavoura e passaram a entrar em choque com os aldeamentos organizados pelos jesuítas.



DEBRET, Jean-Baptiste. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834.


DEBRET, Jean-Baptiste. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834.
DEBRET, Jean-Baptiste. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834. Litografia, 32,6 cm x 21,2 cm. Local de custódia não identificado.


A vila de São Paulo, situada na capitania de São Vicente, foi o principal centro irradiador das bandeiras, devido a fatores econômicos, sociais e geográficos.
A população que vivia nesta região era pobre e isolada, sobrevivendo basicamente da lavoura de subsistência, sendo obrigados a produzir suas próprias ferramentas, armas, roupas, móveis e utensílios domésticos.
A utilização do indígena como escravo nas suas lavouras era a solução para a falta de mão de obra, já que não dispunham de capital para comprar o escravo negro africano. Gradativamente, o indígena passou a ser uma mercadoria rentável, pois passou a ser vendido como escravo em outras capitanias, e o seu apresamento uma atividade importante e lucrativa.
A intensificação das bandeiras ocorreu partindo do planalto de Piratininga, aproveitando-se dos rios Tietê, Paraíba do Sul, Paraná e outros, que foram usados como vias naturais da penetração para o interior.
O bandeirismo tornou-se uma atividade importante, cuja técnica passava de pai para filho. Pouco a pouco foram se tornando verdadeiras povoações que se deslocavam e, como a expedição podia durar longos períodos, era preciso parar e fazer roças de mantimentos, o que fazia surgir muitas povoações na sua passagem.
As primeiras expedições de bandeirantes buscavam o apresamento de indígenas que pudessem ser vendidos como escravos, porém, em seguida, passaram a procurar metais e pedras preciosas.



DEBRET, Jean-Baptiste. Combate contra botocudos. 1827.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Combate contra botocudos. 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Combate contra botocudos. 1827. Acervo Museu Castro Maya, Rio de Janeiro (BR).


Em 1718, o bandeirante Antonio Pires de Campos atingiu a região do Coxipó-Mirim, na área do atual estado do Mato Grosso. No ano seguinte, a bandeira de Pascoal Moreira Cabral encontrou ouro no rio Coxipó e surgiram, a partir daí, vários atritos entre bandeirantes e indígenas que habitavam a região.
Os bandeirantes fundaram o Arraial da Forquilha, cujo nome se deu em função de se localizar no entroncamento dos rios Coxipó, Peixe e Mutuca.
Em 1722, o paulista Miguel Sutil também encontrou grande quantidade de ouro nas proximidades do córrego da Prainha, o que atraiu muitos exploradores dando início à atual cidade de Cuiabá.



Mapa de missões e bandeiras


 Mapa de missões e bandeiras
Mapa de missões e bandeiras


De modo geral, os bandeirantes não levavam provisões, mesmo nas viagens longas. Apenas cabaças de sal, pratos de estanho, cuias, guampas, bruacas e as indispensáveis redes de dormir. Quando lhes faltavam os peixes dos rios, a caça, as frutas silvestres das matas, o mel, o pinhão e o palmito das roças indígenas, alimentavam-se de carne de cobra, lagartos, sapos ou rãs. Se a água faltava, tentavam encontrá-la nas plantas, mascavam folhas e roíam raízes.
As monções para chegar até as minas de Cuiabá partiam do rio Tietê em viagens que duravam até seis meses, inicialmente em barcos pelos rios Grande, Ahanduí e Pardo, e depois por caminhos terrestres até atingir a região do Pantanal. As grandes dificuldades no transporte das cargas e os constantes ataques dos indígenas às monções faziam com que as mercadorias fossem vendidas a preços bastante altos na região das minas.
Houve grande resistência por parte dos padres jesuítas contra as bandeiras devido à caça e ao aprisionamento de indígenas cometidos pelos bandeirantes.



JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897


 JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897
JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897. Óleo sobre tela, 390 cm x 640 cm. Acervo Museu Paulista, São Paulo (SP).


Com o declínio da quantidade de ouro nas minas de Cuiabá, surgiram outros locais de exploração de minas como: no córrego Cocais (atual Nossa Senhora do Livramento) e, mais adiante, no lugar onde habitavam os Beripoconé (atual Poconé); no vale do rio Guaporé, território dos Nhambiquara, Bororo e Pareci (onde atualmente é Vila Bela e Cáceres).



RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrilha.


 RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrilha.
RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrilha. Século XIX. In: Viagem Pitoresca através do Brasil (1835).












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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O início do povoamento (MS)








O início do povoamento (MS)



Em 1548, diante das dificuldades de colonização das terras brasileiras e com o auxílio dos donatários das capitanias, o rei de Portugal decidiu adotar medidas mais concretas para administrar e colonizar o Brasil criando o sistema de Governo-Geral, que centralizou a administração, sem contudo acabar com o regime das capitanias hereditárias.
Para ser o responsável por esse órgão foi escolhido Tomé de Souza, navegador experiente em longas viagens marítimas à África e à Índia. Recebeu, então, a capitania da Bahia, que antes pertencia a Francisco Pereira de Coutinho, morto após um naufrágio por Tupinambás. Tomé de Souza fundou ali a cidade de Salvador, que depois tornou-se a primeira capital do Brasil.
Este primeiro governador-geral trouxe para o Brasil mais de 1 000 pessoas, entre elas, funcionários para cuidar da administração, soldados e colonos. Foram criados os cargos auxiliares como de ouvidor-mor (responsável pela justiça), provedor-mor (cobrança de impostos) e capitão-mor (defesa do litoral dos ataques inimigos). A presença dos primeiros jesuítas também foi admitida e ficavam encarregados da catequese dos indígenas.
Os jesuítas, pertencentes à Companhia de Jesus, foram muito importantes na conquista e na colonização do Brasil, desde a sua chegada em 1549, no Governo-Geral de Tomé de Souza, até 1759, quando foram expulsos do Brasil.

A cabana de Pindobuçu


 A cabana de Pindobuçu
CALIXTO, Benedito. A cabana de Pindobuçu. 1920. Óleo sobre tela, 42 cm x 65,5 cm. Acervo Fundação Reginaldo e Beth Bertholino, São Paulo (BR).



Principais núcleos de povoamento criados no século XVIII


 Principais núcleos de povoamento criados no século XVIII
Principais núcleos de povoamento criados no século XVIII


Em 1550, dois colégios jesuítas já funcionavam na Bahia e em São Vicente. Eles abrigavam meninos órfãos e visavam principalmente à formação de sacerdotes para auxiliar o trabalho missionário.
Com o passar do tempo, os colégios atenderam também os colonos e seus filhos, transformando-se nas únicas escolas então existentes. Além de difundir os ensinamentos religiosos, essas instituições ensinavam a ler e escrever, fornecendo os mínimos conhecimentos de que os colonos precisavam.
A atuação dos padres jesuítas com relação ao ensino era muito influenciada pela religião católica e pelos costumes e crenças europeias.
Na região onde hoje é o estado do Mato Grosso do Sul, havia duas reduções jesuíticas ligadas ao Colégio Jesuítico de Assunção (1598) denominadas Nossa Senhora da Fé e Santiago de Caaguaçu. Essas reduções foram destruídas pelo bandeirante Antonio Raposo Tavares em 1648.
A ocupação da região ocorreu também pela construção dos fortes como o Forte Coimbra, situado à margem direita do rio Paraguai em 1775, o Forte de Nossa Senhora do Carmo do rio Mondego em 1778, que deu origem à cidade de Miranda e o Forte Albuquerque, também em 1778, que deu origem à cidade de Corumbá.
A pecuária já estava presente na região mesmo antes da penetração dos colonizadores europeus. Existem registros de que por volta de 1750 os indígenas do grupo Guaicuru já forneciam leite e carne para as tropas alojadas no Forte Coimbra.
As excelentes pastagens existentes na região de campos da vacaria próximas de Campo Grande e Ponta Porã fizeram com que muitos criadores de gado de outras regiões migrassem para o Mato Grosso.
A cidade de Sant’Anna do Paranahyba era um importante ponto de entroncamento do caminho de Piquiri que levava a Cuiabá, Uberaba e Araraquara e foi elevada a município em 1857. Já o Arraial de Santo Antonio de Campo Grande foi fundado em 1875, por José Antonio Pereira, e se tornou o município de Campo Grande em 1889.

Cidade de Miranda


 Cidade de Miranda
A cidade de Miranda foi uma das primeiras cidades do Mato Grosso do Sul e nasceu a partir do forte ali erguido na beira do Rio Paraguai, na segunda metade do século XVIII.



Cidade de Miranda


 Cidade de Miranda
Antes da construção da fortaleza havia ali uma vila chamada Santiago de Xerez que foi destruída em um confronto entre bandeirantes e indígenas.




Glossário


Reduções jesuíticas: também conhecidas como missões, eram aldeamentos de religiosos missionários e indígenas e foram uma das formas de colonização na América, com a dupla função de assegurar territórios conquistados e catequizar os povos nativos.
















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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A população indígena







A população indígena



Um grande número de pessoas acredita que todos os indígenas existentes nas terras que seriam chamadas de Brasil falavam ou ainda falam uma língua só, a tupi. Isto ocorre porque a maior parte dos indígenas que habitavam o litoral brasileiro na época da chegada dos portugueses, em 1500, pertencia ao tronco linguístico tupi. Esta foi a primeira língua com a qual os europeus tiveram contato, tendo em vista a maioria dos relatos lusitanos da época.
Enquanto a maior parte da população brasileira fala um único idioma, o português, uma parte dela, os indígenas, falavam e falam pelo menos 200 línguas diferentes e, possivelmente, tantas outras ainda desconhecidas.
De modo geral, os grupos indígenas que viviam no Brasil formavam tribos, isto é, grupos de pessoas que possuem a mesma descendência genética e biológica e que habitam uma mesma área, falam a mesma língua e possuem os mesmos costumes. Esse conjunto de semelhanças fazia com que os indígenas das diferentes tribos se reconhecessem entre si e se mantivessem unidos mesmo quando não havia um chefe ou uma autoridade para a tribo.
Os indígenas se organizavam em aldeias independentes, porém podia haver ajuda entre eles para enfrentar situações específicas, como a defesa de ataques externos de outras tribos. Em boa parte das comunidades indígenas os trabalhos eram realizados em cooperação e a divisão de tarefas entre homens e mulheres era bem definida, como ainda o são na atualidade.
Para que possamos entender um pouco melhor a forma como os indígenas sempre se organizaram, é de grande importância entender como é a sua relação com o meio ambiente.
Pela extensão da área que ocupavam, bem como pela variedade geográfica e de clima, os indígenas sofreram muitas influências ao longo do tempo, muitos dos seus costumes foram modificados pelo deslocamento das tribos de seu local de origem, e são muitas as variações entre os vários grupos.
Podemos dizer que na produção de alimentos, os grupos indígenas brasileiros utilizavam – e ainda utilizam – formas bastante diretas e simples para explorarem os recursos da terra que habitavam. Dentre elas pode-se citar a pesca, a coleta e a caça. Os indígenas faziam isso à medida que também confeccionavam seus próprios instrumentos de trabalho, tais como armas de caça, armadilhas, canoas, cestas e potes. Além disso, transportavam seus alimentos, colhiam e os transformavam.
A terra de onde podiam extrair os bens necessários para a sobrevivência era apenas o meio para se viver e, portanto, quando os recursos começavam a diminuir, os grupos mudavam de lugar, migravam. A agricultura, de modo geral, limitava-se a uns poucos produtos, como mandioca-brava, aipim, abóbora, ervilha, cará, pimenta e abacaxi.
Como geralmente todos os indivíduos se dedicavam a todas as atividades, não existia um trabalho ou tarefa que apenas um deles sabia executar, sendo difícil existir produtos para serem trocados ou vendidos entre as pessoas de um mesmo grupo. Assim, não geravam produtos de interesse além do que necessitavam para a própria sobrevivência e desconheciam a prática do comércio. Podia ocorrer a troca de produtos entre tribos diferentes com uma finalidade social, buscando estreitar laços de amizade entre os seus membros.
As guerras entre as tribos eram frequentes devido aos deslocamentos constantes provocados pela busca de novas terras, pela manutenção ou conquista do domínio exclusivo dos grupos sobre um determinado território ou por rivalidades entre as tribos.
Dentre as tribos que já habitavam a América do Sul, antes da chegada dos europeus, havia as de origem tupi-guarani. Essas foram as mais afetadas pela presença dos europeus em suas terras. Mesmo assim, seu legado até hoje permanece vivo em nossa cultura.
Ainda hoje os historiadores não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de separar as principais tribos tupis e sobre como delimitar a área exata que cada uma delas ocupava no território brasileiro.
A região onde hoje estão os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia era habitada por vários grupos indígenas: Guarani, Tupi, Paiaguá, Guaicuru, Coxiponé, Beripoconé, Bororo, Pareci, Caiapó, entre outros.
Quando essas terras começaram a ser disputadas pelos portugueses e espanhóis, eles entraram em guerra com os indígenas que não aceitaram a invasão de suas terras. Isso aconteceu a partir de 1709, quando começaram a chegar as primeiras bandeiras à procura de ouro e pedras preciosas.

Municípios com área indígena por etnia em Mato Grosso do Sul


 Municípios com área indígena por etnia em Mato Grosso do Sul
Municípios com área indígena por etnia em Mato Grosso do Sul


Os Guarani, por exemplo, possuíam um estilo de vida bastante simples. Muitas famílias guaranis moravam na mesma aldeia e, à noite, repousavam sobre esteiras macias forradas com folhas e penas de animais. Para se protegerem do frio, mantinham alguma fogueira sempre acesa (tatá-rendaba), para a qual voltavam os pés quando dormiam. Dentre os utensílios domésticos que usavam pode-se citar: o cesto simples (jacá), o cesto pequeno com tampo (uru), o cesto com asa (samburá), a peneira (uru-pema), as panelas (nhaem-popô), o pote pequeno (camuti ou camucim), o recipiente central de água (y-guaçaba), as cuias que serviam de canecos, o fuso (y-yma) e o pilão (induá).
Pelas leis portuguesas dos séculos XVI e XVII era proibido caçar indígenas e transformá-los em escravos. Mas as mesmas leis permitiam capturá-los e escravizá-los por meio do que se chamava de “guerra justa”. Qualquer conflito entre os colonos e os indígenas, que desencadeasse uma guerra podia ser o pretexto para aprisioná-los e levá-los ao cativeiro.
Dentre os indígenas que ainda viviam na região de Mato Grosso no século XIX após a ocupação da região pelos colonizadores estavam grupos distintos como: Chamacocos, Guaicurus, Guanás, Guatós, Bororos, Caiapós, Coroados, Bacairis, Cajabis, Barbados, Parecis, Mambarés, Nambiquaras, Tapanhumas, Apiacás, Mequens, Guaraios e Cautários, Pacas, Senabós e Javarés, Caripunas, Araras e Soma.
A Constituição brasileira de 1988 definiu as regras para a demarcação das terras indígenas, que são consideradas da União. O direito de usá-las depende da demarcação, fato este que demanda muito tempo e vontade política, além do conflito de interesses. Os indígenas enfrentam posseiros que querem ocupar suas terras e madeireiros que tentam retirar as madeiras de seus territórios para um comércio lucrativo.
Habitam atualmente o Mato Grosso do Sul os indígenas dos grupos Terena, Ofaié, Kadiwéu, Guató, Guarani (subgrupos Kaiowá e Ñandeva), Kinikinau, Chamacoco e Kamba.

Indios Guarani


 Indios Guarani
Indios Guarani



Indios Kadiwéu


 Indios Kadiwéu
Indios Kadiwéu



Indios Ofaié


 Indios Ofaié
Indios Ofaié



Indios Terena


 Indios Terena
Indios Terena




Glossário


Tronco linguístico: para facilitar seu estudo, as línguas indígenas são agrupadas pelas semelhanças. São várias as classificações, porém a mais aceita é aquela que divide os indígenas brasileiros em quatro grandes troncos linguísticos: Tupi, Jê, Nuaruaques e Caraíbas. De acordo com esta classificação, existem ainda várias línguas que não têm relação comprovada com nenhum dos troncos citados, como é o caso dos nambiquaras, os guaicurus, os tucanos, entre outros.
Entre os indígenas do grupo tupi, estão os tupiniquins, os tupinambás, os tamoios, os carijós; entre os jês, estão os aimorés, os timbiras, os caiapós, os xavantes; entre os caraíbas, podemos citar os bacairis e os pimenteiras e finalmente entre os nuaruaques, estão os aruás, os parecis e os terenas.














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