sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Panorama do crescimento do estado do Mato Grosso do Sul









Panorama do crescimento do estado do Mato Grosso do Sul



Durante a segunda metade do século XIX, a sociedade brasileira passou por mudanças fundamentais. Iniciou-se a substituição do trabalho escravo pelo trabalho assalariado, as fazendas de café e outras lavouras brasileiras modernizaram-se, as cidades cresceram e nelas as primeiras indústrias se instalaram.
O estado do Mato Grosso do Sul recebeu, ao longo de sua história, uma grande variedade de povoamentos por parte de migrações de outras regiões do país, bem como a imigração estrangeira como a de paraguaios, bolivianos, japoneses, árabes, libaneses, sírios, portugueses, espanhóis, italianos, entre outros.
No início do século XX, as grandes extensões de terras a baixo custo existentes na região central do Brasil atraiu muita gente de outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e, sobretudo, do Sul do país, principalmente do Rio Grande do Sul, interessados em investir na pecuária e na agricultura.
A pecuária foi uma das atividades mais antigas em Mato Grosso que difundiu-se a partir de Cuiabá para outras regiões como o Pantanal – próximo a cidades como Poconé, Cáceres e Barão de Melgaço – além de outras como Corumbá, Aquidauana e Miranda, que hoje fazem parte do Mato Grosso do Sul.
Na atualidade, esta atividade utiliza novas técnicas para a reprodução do gado, a utilização do transporte feito por caminhão no lugar das comitivas de peões, além do processo de engorda dos animais que está mais rápido e a venda da carne para os frigoríficos.
Já na agricultura, desde a década de 1940 foram criadas várias colônias agrícolas de pequenos proprietários como: Mutum (1942), hoje Dom Aquino; Colônia Agrícola de Dourados (1948), hoje Dourados, em Mato Grosso do Sul; Colônia Rio Branco (1953), atuais Rio Branco e Salto do Céu; Reserva Nacional (década de 1960), hoje Santo Afonso.
A vinda dos moradores para a região se deu através de intensas campanhas das companhias de colonização que prometiam terras férteis a preços baixos. Deste modo, foram atraídos para a região goianos, mineiros, paulistas e nordestinos que se dirigiram, por exemplo, para a região de Rondonópolis onde se dedicaram à extração de diamantes, agricultura e pecuária.
Várias cidades foram surgindo neste processo como: Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cipa (Companhia Industrial, Pastoril e Agrícola), Itiquira, Poxoréo e Pedra Preta.
A imigração paraguaia foi a mais expressiva na região do Mato Grosso do Sul, inicialmente na segunda metade do século XIX, após a Guerra do Paraguai, que deixou o país arrasado e muitos trabalhadores vieram para o cultivo da erva-mate. Posteriormente, ao longo de todo o século XX, os paraguaios formaram o maior grupo de imigrantes do Mato Grosso do Sul.
Deste modo, também, o Mato Grosso do Sul é, depois de São Paulo, o segundo estado do Brasil que recebeu o maior número de japoneses. A princípio, os japoneses vieram para trabalhar na construção da ferrovia, mas em seguida passaram a se dedicar à produção de horticultura e granja em chácaras próximas às cidades de Campo Grande, Três Lagoas e Dourados.
As oportunidades de trabalho cada vez mais crescentes na região trouxeram os espanhóis e os árabes, muitos dos quais se dedicaram ao comércio em geral. Normalmente, esta imigração começava pela cidade de Corumbá e depois se expandia para Campo Grande e outras cidades sul-mato-grossenses.

Migrações para o Mato Grosso do Sul


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terça-feira, 3 de novembro de 2015

A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul






A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul



A pecuária contribuiu muito para o processo de colonização do Mato Grosso e esta atividade inicialmente se desenvolveu como uma atividade complementar à mineração que se instalou na região. As primeiras fazendas surgiram na Chapada dos Guimarães, mas posteriormente as fazendas de criação de gado se estenderam para outras regiões da Capitania do Mato Grosso como o Pantanal, São Pedro d’El Rey (Poconé) e Vila Maria de Cáceres (Cáceres).
O trabalho nas fazendas de gado era realizado por trabalhadores livres, os camaradas ou agregados, que recebiam salários e os escravos se destinavam às tarefas domésticas e às roças de subsistência. No século XIX a pecuária se expandiu, pois com a abertura da navegação na Bacia Platina teve início o comércio do charque, do couro e do sebo para outras regiões do país e da região platina.
No século XX, com a abertura da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que ligava o sul do Mato Grosso à cidade de Bauru, no estado de São Paulo, o gado passou a ser transportado para engorda em São Paulo.

A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul


 A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul
A pecuária na colonização do Mato Grosso do Sul




A Companhia Matte Laranjeira e a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil


No século XIX, o governo brasileiro promoveu um incentivo para a exploração da erva-mate em território brasileiro. Thomaz Laranjeira, um comerciante português, conseguiu autorização do governo imperial de D. Pedro II e criou a Companhia Erva-Matte Laranjeira. A Companhia Matte Laranjeira, fundada em 25 de julho de 1883 na parte sul do Mato Grosso, trouxe muitos trabalhadores do Rio Grande do Sul para trabalhar no preparo da erva-mate. A sede da Companhia na Fazenda Campanário, Dourados, ocupava uma extensa área de 19 688 km2 e englobava as localidades de Angélica, Caarapó, Deodápolis, Douradina, Fátima do Sul, Glória dos Dourados, Itaporã, Ivinhema, Jateí, Juti, Novo Horizonte e Vicentina. Em 1918 foi fundada a Fazenda Campanário, sede da Companhia, na região de Amambaí, cujo nome era uma homenagem aos proprietários que vieram de uma cidade chamada Campanário, localizada na ilha dos Açores de Portugal. Neste período, Campo Grande passou a ocupar o lugar de Corumbá como centro econômico da região sul do Mato Grosso. A cidade de Amambaí passou por grande desenvolvimento após a criação da Cia. Erva-Matte Laranjeira, que trouxe crescimento e população para o novo município que se formava. A maioria das pessoas que firmaram moradia na região eram trabalhadores da Cia. vindos do Paraguai. Quando a mineração começou a diminuir, no final do século XVIII, os negócios também mudaram. Ao redor de Porto Murtinho, era explorada a erva-mate. Muitos trabalhadores da coleta do mate eram gaúchos e paraguaios. Essas companhias forneciam os equipamentos de trabalho e vendiam alimentos aos trabalhadores, que só podiam comprar nos seus barracões. Ao final do mês, o salário que os trabalhadores recebiam nem sempre dava para pagar as despesas que faziam nos barracões. Na primeira metade do século XX ocorreram diversos projetos de colonização da região, como o da Companhia SP-MT, que ao adquirirem terras às margens do rio Paraná deram origem aos municípios de Bataiporã, Bataguaçu e Anaurilândia. 


Trabalhadores em ervais da Cia. Matte Laranjeira, no antigo sul de Mato Grosso, início do século XX.


 Trabalhadores em ervais da Cia. Matte Laranjeira, no antigo sul de Mato Grosso, início do século XX.
Trabalhadores em ervais da Cia. Matte Laranjeira, no antigo sul de Mato Grosso, início do século XX.


Apesar do sucesso da produção do mate, o lucro ficava com os grandes produtores que controlavam o plantio e o comércio. Os empregados utilizados na produção desenvolviam seu trabalho em difíceis condições dentro da mata, sujeitos a várias doenças como a malária e ao ataque de insetos e animais como as onças, ganhavam pouco e viviam com dívidas contraídas no próprio campo de erva. Muitas vezes eram castigados pelos capatazes das Companhias como antes se castigavam os escravos. A extração do mate era feita no sul do Mato Grosso e depois levado para a Argentina onde era beneficiado, ou seja, as folhas e os galhos eram reduzidos a pó e depois distribuídos pela Companhia para o consumo. Contudo, na década de 1930, o governo federal passou a estimular a industrialização da erva-mate nos estados de Santa Catarina e Paraná, criando inclusive, em 1938, o Instituto Nacional do Mate, o que aliado a outros fatores como a concorrência da produção do mate nas províncias argentinas de Missiones e Corrientes, levou a Companhia Matte Laranjeira à decadência e posterior falência. Da mesma forma que a extração do mate, a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), em 1905, trouxe alguns avanços para a economia da região como o transporte do gado para Bauru, feito através de trens, além de possibilitar uma melhoria nas relações comerciais com São Paulo. Surgiram vários municípios como Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Sidrolândia, assim como houve um maior desenvolvimento de alguns municípios como Campo Grande, Aquidauana, Miranda, Ponta Porã, Maracaju e Dourados. A construção da linha do trem no sul de Mato Grosso transformou a paisagem e ampliou a comunicação com outras regiões, uma vez que as viagens passaram a ser realizadas com mais conforto e em menos tempo. Houve um grande crescimento de Campo Grande com a vinda de migrantes de outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná. 


Ponte Ferroviária Francisco de Sá em Três Lagoas-MS


 Ponte Ferroviária Francisco de Sá em Três Lagoas-MS
Ponte Ferroviária Francisco de Sá em Três Lagoas-MS




Chimarrão - Uso da Erva-mate como chá


 Chimarrão  - Uso da Erva-mate como chá
Chimarrão - Uso da Erva-mate como chá



As ferrovias no Brasil


As ferrovias marcaram uma grande mudança aos costumes da população brasileira, assim como também mudou a organização dos povoados e das cidades. Antes da construção das ferrovias, normalmente as cidades se aglomeravam e se direcionavam perto dos rios, pois eram através deles que se faziam as comunicações. Além disso, o transporte marítimo era um importante meio até então para o transporte de grandes quantidades de mercadorias para longas distâncias.
















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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul







As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul



Com o processo de escravidão, foi interrompido o curso da história destes grupos em seu continente, comprometendo violentamente os seus costumes com relação à alimentação, ao modo de se vestir, à sua vida familiar e em grupo e à sua religião.
No Brasil, os escravos eram obrigados a comer o que lhes era dado e a vestir o que lhes era imposto, como panos grossos de algodão. Apesar de tudo isso, ainda conseguiram resistir e manter muitas das suas tradições.
Os escravos africanos e seus descendentes resistiram constantemente à escravidão e lutaram de várias formas contra a violência que lhes era imposta, como fazer o trabalho mais devagar, quebrar ferramentas, incendiar plantações, agredir seus senhores e feitores ou fugir.
De todas as formas de resistência, a fuga, realizada individualmente ou em grupos, constituiu-se a mais comum, possibilitando ao escravo buscar a sua liberdade.
Mesmo sendo caçados, recapturados e castigados, milhares de escravos conseguiram escapar da escravidão e fundar mocambos (esconderijos) e quilombos (povoações), como, por exemplo, o quilombo do Piolho, que era conhecido também como quilombo do Quariterê, no Mato Grosso.
A repressão aos quilombos era intensa, sendo coordenada pelos senhores de escravos e governadores, com a ajuda de comerciantes e outros brancos das vilas e arraiais e executada por homens armados.
O quilombo do Piolho, por exemplo, situava-se na região de Guaporé, localizado perto do rio Galera, um afluente do rio Guaporé. Formado por volta de 1740, habitado por mais de 100 pessoas, era constantemente ameaçado de invasão até que, em 1778, os proprietários de terras em Vila Bela se organizaram e conseguiram destruir o quilombo, aprisionando os sobreviventes da batalha. O nome do quilombo foi dado por causa do Rio Piolho que banhava a região.
Entre os séculos XVIII e XIX, escravos fugitivos espalharam-se pelo território mato-grossense, em áreas próximas de algumas vilas como: Vila Maria (hoje Cáceres), Vila Bela, Poconé, Diamantino e Chapada dos Guimarães ou próximas de rios como: Piraputanga, Roncador, Jangada e Serra Dourada.
Nestes quilombos eram produzidos gêneros alimentícios (milho, feijão, mandioca, cará, banana e ananás), como também criavam pequenos animais e aves. No Quariterê cultivavam também fumo e algodão e fabricavam ferramentas e armas.

Ruínas da igreja matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), construída em 1771.


 Ruínas da igreja matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), construída em 1771.
Ruínas da igreja matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), construída em 1771.


Hoje as regiões onde ainda residem os descendentes de escravos são denominadas comunidades quilombolas. No Brasil, já foram identificadas muitas comunidades que têm origem histórica nos quilombos, sendo que no estado do Mato Grosso do Sul existem muitas destas comunidades, como por exemplo, a comunidade de Furnas do Dionísio e Furnas da Boa Sorte.

Comunidades rurais quilombolas no Mato Grosso do Sul


 Comunidades rurais quilombolas no Mato Grosso do Sul
Comunidades rurais quilombolas no Mato Grosso do Sul


Para serem reconhecidas como comunidades quilombolas, não é preciso que as comunidades tenham sido formadas apenas por escravos fugidos. Mas precisam ter algumas características como uma população negra vivendo em área rural e cultivando para sua sobrevivência, além de costumes e tradições referentes às comunidades que ocupavam o quilombo de origem.
Ainda hoje, muitos descendentes dos escravos lutam na justiça para ter a propriedade coletiva das terras em que vivem. A Constituição de 1988 reconheceu aos remanescentes das comunidades de quilombos que estejam ocupando suas terras o direito à propriedade definitiva, devendo o Estado emitir o título respectivo de posse.
Como seus antepassados, a vida dos quilombolas de hoje em dia também é de muita luta. Além da questão territorial, os moradores das comunidades negras batalham para manter seu modo de vida tradicional. Os quilombolas realizam atividades agrícolas e extrativas, a pesca e a criação de animais que são as atividades de subsistência. O cultivo de maior produção é de feijão e milho. As plantas medicinais são cultivadas nos quintais e nas roças. Além disso, há ali um trabalho coletivo com a prática de mutirões, na troca de dias de serviços, nos momentos culturais entre eles, os bailes e as festas religiosas envolvendo não só a comunidade, mas outras vizinhas.
Na atualidade, as chamadas políticas afirmativas são formas que a sociedade brasileira busca encontrar para resgatar uma dívida com os descendentes dos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos.
Afinal, foram inúmeras as violências cometidas no Brasil contra os africanos, desde o início da colonização. Além do fato de terem sido tirados de seus locais de origem, foram transportados em péssimas condições a um outro continente e vendidos como mercadorias.
Nesse processo, não houve respeito aos laços familiares, aos seus costumes e ao sentimento de pertencer a um grupo que une os indivíduos por tradições, sua história, sua língua e outros aspectos.
O dia 20 de novembro foi proclamado como o Dia da Consciência Negra. A transformação desta data em Dia da Consciência Negra é um marco na luta pela igualdade racial brasileira. Essa data foi escolhida porque Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão foi assassinado em 20 de novembro de 1695. Em 1995, trezentos anos depois de sua morte, Zumbi foi reconhecido como herói nacional.
Esta data tornou-se muito mais que uma data comemorativa, é um dia de memória e reflexão sobre a atual situação da população afrodescendente brasileira.

A comunidade de Furnas foi fundada em 1890 pelo ex-escravo Dionísio Vieira


A comunidade de Furnas foi fundada em 1890 pelo ex-escravo Dionísio Vieira
A comunidade de Furnas foi fundada em 1890 pelo ex-escravo Dionísio Vieira juntamente com vários outros ex-escravos, que ficaram sabendo das terras disponíveis na região do atual estado do Mato Grosso do Sul. A comunidade era composta exclusivamente por ex-escravos que se dedicavam ao cultivo da lavoura e criavam pequenos animais domésticos. Os moradores de Furnas buscam preservar a tradição de seu povo, através da história e do festejo tradicional de suas raízes.




Glossário


Remanescentes: que restaram.
Políticas afirmativas: medidas adotadas pelo Estado que visam eliminar desigualdades e compensar perdas provocadas por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.














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domingo, 1 de novembro de 2015

A colonização do sul do Mato Grosso






A colonização do sul do Mato Grosso



Desde o século XVIII, havia uma forte preocupação por parte de Portugal em criar vilas e povoamentos em Mato Grosso como forma de garantir a posse da região e, principalmente, evitar invasões de exploradores espanhóis.
A Vila Bela da Santíssima Trindade de Mato Grosso foi transformada em capital da província, além do que já havia sido fundada a Vila Real do Senhor Bom Jesus, que mais tarde foi elevada à categoria de cidade e que, posteriormente, ficou conhecida como Cuiabá, a capital de Mato Grosso.
Neste período, boa parte das cidades eram fundadas próximas dos rios em função da descoberta de metais preciosos.
O povoamento de Mato Grosso aconteceu também em função das minas de metais e pedras preciosas. A maioria da população existente na região era formada por indígenas, então, a solução encontrada foi trazer escravos de origem africana para trabalhar na mineração.

Vista panorâmica de Cuiabá (MS)


Vista panorâmica de Cuiabá (MS)
Vista panorâmica de Cuiabá (MS)




A mineração no Mato Grosso e a escravidão


Assim como a América, a África antes do século XV era habitada por povos de diferentes culturas, com suas próprias experiências históricas e estava dividida em vários reinos ou Estados.
A história deste continente, antes da chegada dos europeus para escravizar seus habitantes e retirar suas riquezas, é repleta de acontecimentos fascinantes, normalmente ignorada pela maioria dos relatos históricos.
Eram inúmeros reinos e impérios que ali se desenvolveram e atingiram grande poder e riqueza. A partir do século X, estudiosos árabes começaram a escrever sobre a grande riqueza dos reinos africanos, o que despertou o interesse dos europeus por este continente.
No continente africano já existia a escravidão, contudo esta se diferenciava da escravidão que os negros iriam enfrentar no seu contato com os europeus.
A distribuição desigual de poder em algumas sociedades africanas gerava disputas e guerras como em outras sociedades na Europa, Ásia e América.
Pouco se sabe como se apresentava a escravidão na África antes do século XVI, nas várias estruturas sociais ali existentes. A instituição da escravidão permaneceu em algumas regiões até o século XX, como por exemplo, em Serra Leoa, em que foi abolida apenas em 1928, e na Etiópia, em 1942.

A mineração no Mato Grosso e a escravidão


 A mineração no Mato Grosso e a escravidão
A mineração no Mato Grosso e a escravidão


As relações de poder foram profundamente alteradas quando estes africanos entraram em contato com os europeus, principalmente as relações comerciais, que antes eram estabelecidas apenas entre eles.
Com a chegada dos comerciantes europeus ao litoral, muitos reinos africanos se tornaram mais ricos e poderosos, compraram armas de fogo dos europeus e guerreavam uns contra os outros para tentar ampliar seus impérios.
Em 1441, a primeira expedição portuguesa, comandada por Antão Gonçalves e Nuno Tristão, apesar de não ser este o seu principal objetivo, inaugurou um novo tipo de comércio, o de homens e mulheres negros, que passaram a ser vendidos por alto preço em Lisboa, capital portuguesa.
Devido ao volume de escravos obtidos já neste período, foi criada a Casa dos Escravos para administrar este lucrativo negócio, que em poucos anos comercializou milhares de escravos africanos.
Entre os africanos trazidos para o Brasil predominavam os bantos e os sudaneses. Os bantos vinham das regiões de Angola, Moçambique e Congo. Os sudaneses eram originários da Costa do Marfim, Nigéria e Daomé (atualmente República do Benin).
Os escravos trabalhavam desde o nascer do dia até o escurecer, quase sem descanso, pois mesmo aos domingos, cultivavam pequenas roças para seu próprio sustento. Devido à péssima alimentação, ao excesso de trabalho e aos maus-tratos o escravo tinha um tempo de vida bastante reduzido. Seu trabalho era constantemente vigiado e sofriam uma série de castigos, mesmo por faltas leves.
Para a mineração vieram mais africanos para serem escravos. A vida de um escravo na mineração também era curta, pois trabalhava em péssimas condições, e no caso da lavra do ouro nos rios, ficava com os pés na água ao manipular a bateia, instrumento que parecia uma peneira, para procurar ouro que estava no meio das pedras.

Fotografia de um menino escravo


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