domingo, 17 de janeiro de 2016

A expansão e as bandeiras








A expansão e as bandeiras



A história das bandeiras, realizadas nas três primeiras décadas do século XVII, apresenta dois lados bastante conflitantes. Os documentos a respeito revelam horrores de toda a natureza praticados principalmente contra os indígenas brasileiros com a morte ou escravização de aproximadamente 500 mil indígenas, destruições e devastação de cidades.
Por outro lado, esta mesma história vem coberta de lendas e interpretações que nos mostram estes homens como heróis, chamados de “raça de gigantes”, corajosos, desbravadores, que se tornaram os principais responsáveis pela expansão territorial do Brasil.
A origem da denominação bandeiras para as expedições organizadas por iniciativa de particulares, ou seja, sem o financiamento do governo português, nasceu do costume tupiniquim de levantar uma bandeira em sinal de guerra.
Neste período, a colonização do Sul seguiu rumos diferentes daqueles usados no Norte do país. As notícias da existência de imensas riquezas minerais no interior do continente, como as encontradas no México e no Peru, despertavam a cobiça e o interesse pelas regiões do interior. A Argentina era conhecida como “terra da prata” e o litoral sul do Brasil como “costa do ouro e prata”.
Inicialmente alguns grupos começaram a se deslocar da capitania de São Vicente em busca de indígenas para os trabalhos na lavoura e passaram a entrar em choque com os aldeamentos organizados pelos jesuítas.



DEBRET, Jean-Baptiste. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834.


DEBRET, Jean-Baptiste. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834.
DEBRET, Jean-Baptiste. Mamelucos conduzindo prisioneiros índios. 1834. Litografia, 32,6 cm x 21,2 cm. Local de custódia não identificado.


A vila de São Paulo, situada na capitania de São Vicente, foi o principal centro irradiador das bandeiras, devido a fatores econômicos, sociais e geográficos.
A população que vivia nesta região era pobre e isolada, sobrevivendo basicamente da lavoura de subsistência, sendo obrigados a produzir suas próprias ferramentas, armas, roupas, móveis e utensílios domésticos.
A utilização do indígena como escravo nas suas lavouras era a solução para a falta de mão de obra, já que não dispunham de capital para comprar o escravo negro africano. Gradativamente, o indígena passou a ser uma mercadoria rentável, pois passou a ser vendido como escravo em outras capitanias, e o seu apresamento uma atividade importante e lucrativa.
A intensificação das bandeiras ocorreu partindo do planalto de Piratininga, aproveitando-se dos rios Tietê, Paraíba do Sul, Paraná e outros, que foram usados como vias naturais da penetração para o interior.
O bandeirismo tornou-se uma atividade importante, cuja técnica passava de pai para filho. Pouco a pouco foram se tornando verdadeiras povoações que se deslocavam e, como a expedição podia durar longos períodos, era preciso parar e fazer roças de mantimentos, o que fazia surgir muitas povoações na sua passagem.
As primeiras expedições de bandeirantes buscavam o apresamento de indígenas que pudessem ser vendidos como escravos, porém, em seguida, passaram a procurar metais e pedras preciosas.



DEBRET, Jean-Baptiste. Combate contra botocudos. 1827.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Combate contra botocudos. 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Combate contra botocudos. 1827. Acervo Museu Castro Maya, Rio de Janeiro (BR).


Em 1718, o bandeirante Antonio Pires de Campos atingiu a região do Coxipó-Mirim, na área do atual estado do Mato Grosso. No ano seguinte, a bandeira de Pascoal Moreira Cabral encontrou ouro no rio Coxipó e surgiram, a partir daí, vários atritos entre bandeirantes e indígenas que habitavam a região.
Os bandeirantes fundaram o Arraial da Forquilha, cujo nome se deu em função de se localizar no entroncamento dos rios Coxipó, Peixe e Mutuca.
Em 1722, o paulista Miguel Sutil também encontrou grande quantidade de ouro nas proximidades do córrego da Prainha, o que atraiu muitos exploradores dando início à atual cidade de Cuiabá.



Mapa de missões e bandeiras


 Mapa de missões e bandeiras
Mapa de missões e bandeiras


De modo geral, os bandeirantes não levavam provisões, mesmo nas viagens longas. Apenas cabaças de sal, pratos de estanho, cuias, guampas, bruacas e as indispensáveis redes de dormir. Quando lhes faltavam os peixes dos rios, a caça, as frutas silvestres das matas, o mel, o pinhão e o palmito das roças indígenas, alimentavam-se de carne de cobra, lagartos, sapos ou rãs. Se a água faltava, tentavam encontrá-la nas plantas, mascavam folhas e roíam raízes.
As monções para chegar até as minas de Cuiabá partiam do rio Tietê em viagens que duravam até seis meses, inicialmente em barcos pelos rios Grande, Ahanduí e Pardo, e depois por caminhos terrestres até atingir a região do Pantanal. As grandes dificuldades no transporte das cargas e os constantes ataques dos indígenas às monções faziam com que as mercadorias fossem vendidas a preços bastante altos na região das minas.
Houve grande resistência por parte dos padres jesuítas contra as bandeiras devido à caça e ao aprisionamento de indígenas cometidos pelos bandeirantes.



JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897


 JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897
JÚNIOR, Almeida. Partida da Monção. 1897. Óleo sobre tela, 390 cm x 640 cm. Acervo Museu Paulista, São Paulo (SP).


Com o declínio da quantidade de ouro nas minas de Cuiabá, surgiram outros locais de exploração de minas como: no córrego Cocais (atual Nossa Senhora do Livramento) e, mais adiante, no lugar onde habitavam os Beripoconé (atual Poconé); no vale do rio Guaporé, território dos Nhambiquara, Bororo e Pareci (onde atualmente é Vila Bela e Cáceres).



RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrilha.


 RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrilha.
RUGENDAS, Johann Moritz. Guerrilha. Século XIX. In: Viagem Pitoresca através do Brasil (1835).







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sábado, 16 de janeiro de 2016

A ocupação e o povoamento do Mato Grosso do Sul







A ocupação e o povoamento do Mato Grosso do Sul



Os primeiros povoadores na região do estado do Mato Grosso do Sul


As terras que na atualidade conhecemos como Brasil foram ocupadas há milhares de anos por alguns grupos humanos que, apesar de pouco numerosos, deixaram vestígios de sua existência.
Em vários pontos do Brasil, como no Parque Nacional da Serra da Capivara, achados arqueológicos importantes, como o da Pedra Furada, no município de São Raimundo Nonato, no sudoeste do Piauí, onde foram encontradas centenas de pinturas rupestres na chamada Toca do Boqueirão, ajudam a compor cada vez mais a história do povoamento americano. As pinturas representam aspectos do dia a dia, ritos e cerimônias dos antigos habitantes da região, além de figuras de animais, alguns já extintos. Nas escavações ali realizadas, os pesquisadores encontraram ferramentas, restos de utensílios de cerâmica e sepultamentos.
Na Bacia do rio Paraná, ao sul do Brasil, há um predomínio de sítios arqueológicos com cerâmicas, onde na atualidade ainda vivem indígenas Guarani distribuídos entre as etnias Kaiowá e Ñandeva.
No Mato Grosso do Sul existem as pinturas rupestres produzidas por grupos que viveram há aproximadamente 10 000 anos na região.
A arte rupestre era uma forma de comunicação por meio de desenhos e símbolos cujos significados reais das figuras, produzidas em outros períodos, são difíceis de serem interpretados.

Sítio arqueológico em Nioaque (MS)


 Sítio arqueológico em Nioaque (MS).
Sítio arqueológico em Nioaque (MS).


No município de Nioaque, localizado a aproximadamente 160 km da capital, parte de um sítio arqueológico, integrante do Geopark Pantanal, às margens do rio Nioaque, exemplifica algumas das descobertas na região Centro-Oeste que têm contribuído para o esclarecimento dos detalhes da história do povoamento do continente americano.
Nioaque é uma das mais antigas cidades do estado e se constitui em um dos principais patrimônios culturais da região. Estudiosos da área de arqueologia realizaram um reconhecimento de possíveis vestígios de dinossauros além do mapeamento das formações rochosas do local e as pegadas encontradas para saber quais animais habitaram o lugar no passado.
Até o momento, no Mato Grosso do Sul, já foram catalogados na bacia da margem direita do rio Paraná mais de 200 sítios arqueológicos, que apresentam gravuras e pinturas em rocha, além de fragmentos de vestígios de cerâmica. Os primeiros cadastros dos sítios rupestres tecnológicos nesta região já foram feitos há cerca de 50 anos.
No alto curso do rio Sucuriú (afluente da margem direita do rio Paraná) foram localizados sítios em abrigos sob rocha com arte rupestre e indústria lítica sobre blocos e seixos.
Muitos destes vestígios arqueológicos revelam que existiam grupos basicamente de caçadores. Os registros existentes apresentam na sua maioria figuras geométricas, sendo raras as figuras antropomórficas. As descobertas envolvem vários municípios do Mato Grosso do Sul como: Itaquiraí, Naviraí, Jateí, Bataiporã, Anaurilândia, Bataguassu, Santa Rita do Pardo, Brasilândia, Três Lagoas, entre outros.

Fragmento de cerâmica encontrado durante escavações próximas ao Córrego do Moeda


 Fragmento de cerâmica encontrado durante escavações próximas ao Córrego do Moeda.
Fragmento de cerâmica encontrado durante escavações próximas ao Córrego do Moeda.



Museu de arqueologia de Campo Grande


  museu de arqueologia de Campo Grande
No museu de arqueologia de Campo Grande, artes rupestres que indicam a existência humana em mais de 10 mil anos na região onde hoje fica o estado do Mato Grosso do Sul.




Glossário


Sítios arqueológicos: local onde foram encontrados vestígios deixados pelos seres humanos do passado. Pode ser um lugar de moradia, um cemitério, um abrigo improvisado utilizado para caçadas, entre outros.
Lítica: relativo à pedra.
Seixos: fragmentos de mineral ou de rocha, de superfície alisada e forma arredondada.
Antropomórficas: que têm forma humana.








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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Áreas de preservação do estado do Mato Grosso do Sul






Áreas de preservação do estado do Mato Grosso do Sul



A devastação da vegetação nativa do estado ocorreu principalmente com a ocupação das terrasdo Cerrado para a implantação de pastagens e lavouras de grãos e algodão, e também as carvoarias e siderúrgicas que utilizam o carvão vegetal.

Carvoaria ilegal no município de Anaurilândia (MS)


Carvoaria ilegal no município de Anaurilândia (MS)
Carvoaria ilegal no município de Anaurilândia (MS). As carvoarias avançam sobre as matas nativas do Pantanal sul-mato-grossense para produzir o carvão vegetal para a indústria siderúrgica.




Unidades de Conservação


Para frear a degradação dos ambientes naturais, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais, foram criadas leis de preservação ambiental e identificadas as áreas cuja diversidade biológica deve ser protegida.
Essas áreas são chamadas de Unidades de Conservação. Em algumas delas são desenvolvidas atividades de lazer, ecoturismo, mas sempre de forma controlada e respeitando a biodiversidade existente. Em outras nem mesmo é permitida a entrada de visitantes, ficando restrita a pesquisadores.
As unidades de conservação são classificadas em dois grupos: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável.

As Unidades de Proteção Integral são áreas que devem ser mantidas sem nenhuma modificação ou interferência humana. Classificam-se em:
  • Estações ecológicas;
  • Reservas biológicas;
  • Parques nacionais;
  • Monumentos naturais;
  • Refúgios de vida silvestre.

Vamos conhecer algumas das Unidades de Proteção Integral existentes no Mato Grosso do Sul.

Parque Nacional da Serra da Bodoquena


Localiza-se ao longo da fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, abrangendo os municípios de Bodoquena, Jardim, Bonito e Porto Murtinho. Foi criado com o objetivo de proteger a fauna, a vegetação e a vida aquática dos rios: Salobra, Bonito, Perdido. O ecossistema é morada de inúmeras espécies de aves como: harpias, araras, tucanos. Também é hábitat de tamanduás e centenas de insetos.
As áreas de manejo ainda estão sendo implantadas. O parque pode ser visitado e há áreas destinadas ao ecoturismo e à educação ambiental.

Rio Perdido (MS)


 Rio Perdido (MS)
Rio Perdido (MS)




Monumento Natural Rio Formoso


Localizado no município de Bonito, foi criado para garantir a preservação do rio Formoso que tem como característica as turfas de solo calcárias, formando barramentos naturais que fazem surgir uma sequência de lagos no qual consiste em atração turística. A sua criação tem como principal objetivo preservar as turfas calcárias, para estudo geológico, e toda espécie de vida animal e vegetal para pesquisas, educação ambiental e turismo de natureza e recreação.

Gruta do Lago Azul - Bonito (MS)


  Gruta do Lago Azul - Bonito (MS)
Gruta do Lago Azul, sua cor é devida à reflexão da luz solar na água cristalina e rica em minerais calcários existentes no solo. Bonito (MS)




Unidades de Uso Sustentável


Já as Unidades de Uso Sustentável têm como objetivo permitir o uso racional dos recursos naturais por comunidades locais, mantendo a conservação da biodiversidade da área. Classificam-se em:
  • Área de Proteção Ambiental (APA);
  • Área de interesse ecológico;
  • Floresta nacional;
  • Reserva extrativista;
  • Reserva da fauna;
  • Reserva de desenvolvimento sustentável;
  • Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

APA do Lageado - O córrego do Lageado é o manancial responsável por uma parte do abastecimento da cidade de Campo Grande. Por isso, em 2001, foi criada a APA do Lageado com o objetivo de recuperar e conservar os recursos hídricos e proteger o ecossistema da região.

Buraco das Araras


Reserva Particular do Patrimônio Natural Buraco das Araras - Consiste numa área natural protegida e criada pela vontade do proprietário rural, que continua tendo a posse sobre as áreas, mas assume o compromisso com a conservação do ecossistema e pode ainda desenvolver pesquisa científica, promover o turismo e a educação ambiental.
Está localizado no município de Jardim. O buraco é uma cratera de 120 m de profundidade, hábitat de uma grande diversidade de pássaros e em especial das araras-vermelhas. A reserva particular foi criada por iniciativa dos proprietários com o objetivo de perpetuar a espécie e proporcionar o turismo ecológico contemplativo.

Buraco das Araras, no município de Jardim (MS)


  Buraco das Araras, no município de Jardim (MS)
Buraco das Araras, no município de Jardim (MS)










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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

As águas do Mato Grosso do Sul







As águas do Mato Grosso do Sul



Um dos recursos mais importantes da natureza é a água, essencial para os seres vivos.
A água existente em nosso planeta está nos mares, oceanos (água salgada), nas calotas polares em forma de gelo, nos lagos, no subsolo e nos rios (água doce).
O rio é uma corrente de água doce que geralmente tem sua nascente nas partes mais altas do relevo. É abastecido pelas águas das chuvas, derretimento de geleiras, de um lago, olho-d’água ou das águas subterrâneas. Os rios menores (afluentes) deságuam nos maiores (principais) e estes correm em direção às partes mais baixas do relevo, até desembocar nos oceanos.
O Mato Grosso do Sul possui muitos rios e estes formam as bacias hidrográficas que banham as terras do estado. Uma bacia hidrográfica é o conjunto de rios que correm no mesmo sentido, orientados pelo relevo, e a área da superfície terrestre drenada ou banhada por este conjunto de rios recebe o nome de bacia hidrográfica.
Para entender melhor uma bacia hidrográfica, observe o esquema abaixo.

Esquema de uma bacia hidrográfica


  Esquema de uma bacia hidrográfica
Esquema de uma bacia hidrográfica







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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Setor terciário da economia do Mato Grosso do Sul






Setor terciário da economia do Mato Grosso do Sul



O comércio é a atividade econômica mais popular e antiga da humanidade. Por meio do comércio é que os produtos da agricultura, pecuária, extrativismo e industrializados chegam até nós: os consumidores.
Essa atividade consiste na compra, venda ou troca dos produtos por algum bem, normalmente o dinheiro. Quando realizado dentro do próprio país, é chamado de comércio interno; e quando realizado entre dois ou mais países, chama-se comércio externo. Quanto ao tipo de venda, o comércio classifica-se em atacadista e varejista.
No atacado, o comércio é praticado entre comerciantes ou produtores, envolvendo grandes quantidades de um mesmo produto. O varejo, mais conhecido, praticado entre comerciantes e consumidor, caracteriza-se pelas vendas em pequenas quantidades.
Além do comércio há as atividades prestadoras de serviços, como, escolas, hospitais, hotéis, transportes, comunicações. Todas essas pertencem ao setor terciário da economia. As atividades financeiras como bancos, bolsa de valores, também pertencem ao setor terciário da economia.
No Mato Grosso do Sul, o turismo ecológico representa uma importante atividade econômica. A região do pantanal sul-mato-grossense atrai visitantes do país e do mundo.

Bonito (MS), um dos principais polos de ecoturismo do país.


 Bonito (MS), um dos principais polos de ecoturismo do país.
Bonito (MS), um dos principais polos de ecoturismo do país.








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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Turismo em Mato Grosso do Sul








Turismo em Mato Grosso do Sul



O espaço geográfico sul-mato-grossense apresenta enormes atrativos quanto à diversidade exuberante de vegetação, espécies animais, relevo, paisagens cênicas, pescaria esportiva e de lazer nos seus inúmeros rios e principalmente na maior planície inundável do planeta, o Pantanal. Esse conjunto de elementos naturais formam paisagens que atraem muitos turistas para o estado em busca do ecoturismo.
Ecoturismo é uma modalidade de turismo, na qual as pessoas procuram por lugares em que possam apreciar ambientes naturais e selvagens, em que se desfruta destas paisagens, respeitando as normas para não agredir a natureza. São práticas como rafting, canoagem, cavernas, cachoeiras, mergulhos, passeios pelos rios, escaladas em montanhas, trilhas ecológicas, pescaria de lazer e esportiva, etc.
Mas como aproveitar e usufruir desses atrativos naturais sem prejudicar e degradar os ecossistemas?
Na última década, o estado passou a ter essa preocupação e estabeleceu leis direcionadas para o aproveitamento sustentável dos seus ecossistemas voltados para a exploração do ecoturismo. Por isso, para se divertir em locais de apreciação dos ecossistemas em seu estado natural, com sua vida selvagem e as populações nativas, é preciso ter atitudes comportamentais e consciência de que é mais fácil conservar e preservar, do que recuperar o que já foi destruído na natureza.
Vamos conhecer alguns atrativos do estado explorados pelo ecoturismo.

“Em Bonito, tudo é realmente muito bonito”. Ilha do Padre em Bonito (MS)


 Ilha do Padre em Bonito (MS)
“Em Bonito, tudo é realmente muito bonito”. Localizado na Serra de Bodequena, o município de Bonito atrai visitantes pelas belezas das florestas preservadas e o maior aquário de água doce do Brasil. Há muitas opções de lazer como: banhos de cachoeira, trilhas, treking, mergulho, entre outras coisas. Ilha do Padre em Bonito (MS).



Vista aérea do Pantanal sul-mato-grossense.


 Vista aérea do Pantanal sul-mato-grossense.
São muitos os municípios que oferecem atrativos ao ecoturismo no pantanal sul-mato-grossense. Aquidauana é um dos acessos à região pelo lado sul. Em Corumbá a diversidade de atrativos culturais, históricos e de lazer é rica em belezas naturais. Outra porta de entrada para o bioma Pantanal é a cidade de Miranda, onde já é possível avistar a planície alagada e sua grande diversidade da fauna e flora. Vista aérea do Pantanal sul-mato-grossense.


Além dos roteiros de beleza cênica, históricos e de lazer, o estado de Mato Grosso do Sul promove festas populares e tradicionais que se tornaram atrações turísticas também.









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domingo, 10 de janeiro de 2016

Pantanal – Patrimônio Natural da Humanidade






Pantanal – Patrimônio Natural da Humanidade



O bioma do Pantanal, onde a vida se renova entre uma cheia e outra, constitui num dos maisoriginais ecossistemas do planeta, ao apresentar grande diversidade biológica e um vasto conjunto de rios, foi declarado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988, e Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, em 2000.
Na grande extensão que ocupa, podemos considerar que existem vários ecossistemas dentro do Pantanal. Vamos identificar alguns deles.


Baías: são lagoas de água doce e com vegetação aquática na superfície que se formam nas depressões inundadas pelas cheias.

Baías


 Baías
Baías


Salinas: também são lagoas, mas de água salobra que se formam nas depressões da planície pantaneira. Devido à alcanilidade não têm vegetação aquática e são de cores variadas.

Salinas


 Salinas
Salinas


Corixos: são canais formados na época das cheias que ligam as águas de lagoas e baías com os rios próximos e durante o período das cheias são navegáveis.

Corixos


 Corixos
Corixos


Vazantes: escoadouros naturais de curso intermitente, que formam canais que drenam no período seco, em que as águas começam a escoar e sempre no sentido de leste para oeste.

Vazantes


Vazantes
Vazantes


Cordilheiras: pequenas elevações no meio da planície alagada, onde a água das cheias não atingem, as quais os pantaneiros utilizam para proteger o gado bovino no período das enchentes.

Cordilheiras


 Cordilheiras
Cordilheiras


Cerrados: vegetação formada por árvores de pequeno porte, com troncos de casca grossa e retorcidos, e recoberto por gramíneas e capoeira.

Cerrados


 Cerrados
Cerrados


Cerradões: semelhante ao cerrado, porém com vegetação mais compacta.

Cerradões


 Cerradões
Cerradões


Capões: são ilhas de vegetação arbórea cercada por campos inundáveis.

Capões


Capões
Capões


Matas ciliares: nas beiras dos rios há vegetação ciliar também conhecida como mata de galeria, com espécies vegetais como o tucum, o jenipapo e o cambará.

Matas ciliares


 Matas ciliares
Matas ciliares


Ninhais: ninhais de garças no pantanal são locais onde as aves fazem seus ninhos e os filhotes são criados.

Ninhais


 Ninhais
Ninhais




Glossário


Regime hidrológico: refere-se à maneira como os rios são abastecidos para manter o seu fluxo de água. Os rios podem ter regime pluvial quando são abastecidos pelas águas das chuvas. São de regime nival, quando são abastecidos pelo derretimento da neve. São também classificados de perenes: quando o seu leito sempre tem água; e de temporários, quando no período de secas seu leito fica completamente seco e só volta a correr quando retornam a época das chuvas.

















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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

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